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Marketing e Growth

O Marketing em 2026 Não Será Para Amadores 

November 26, 2025 • by Osmar Demozzi Junior • 5 minutes read

Esqueça os manuais antigos e as fórmulas prontas. Estamos entrando em uma era onde a inteligência artificial não é mais uma opção, a humanização é a moeda mais forte, e o seu cliente pode estar buscando sobre seu produto no TikTok em vez do Google. Você está preparado para o que vem por aí? Neste artigo, vamos desvendar as sete tendências que irão definir o sucesso ou o fracasso do seu negócio nos próximos anos. Prepare-se, porque a jornada é intensa, mas o destino é promissor para quem souber navegar.

Tendência 1: Inteligência Artificial como Cérebro da Operação

Falar de Inteligência Artificial (IA) no marketing já não é mais papo de filme de ficção científica. É a realidade crua e lucrativa de empresas que saíram na frente.

O que é (e o que não é) IA no Marketing?

Primeiro, vamos alinhar as expectativas. IA no marketing não é sobre robôs dominando o mundo e tirando seu emprego. É sobre usar tecnologia para tomar decisões mais inteligentes, otimizar processos e, principalmente, aumentar a eficiência de cada real investido. Pense na IA como um copiloto genial, capaz de analisar milhões de dados em segundos para te dizer qual o melhor caminho a seguir. Ela automatiza tarefas repetitivas, personaliza a comunicação em massa e prevê comportamentos do consumidor com uma precisão assustadora.

Case de Sucesso: Como a Volkswagen Reduziu o Custo por Lead em 44%

Não acredita? Vamos aos fatos. A Volkswagen Brasil, uma gigante do setor automotivo, mergulhou de cabeça na IA. O resultado? Uma redução impressionante de 44% no custo por lead. Imagine o que isso significa no orçamento de marketing de uma empresa desse porte. Eles não apenas economizaram dinheiro; eles otimizaram a verba para atrair clientes com maior potencial de compra, tornando toda a operação mais rentável.

ROAS no Piloto Automático: O Impacto da IA nas Métricas

O Retorno sobre o Investimento Publicitário (ROAS) é o santo graal de qualquer profissional de marketing. Com a IA, otimizar essa métrica se torna uma tarefa muito mais estratégica. As ferramentas de IA podem ajustar lances em campanhas de anúncio em tempo real, identificar os públicos mais receptivos e distribuir o orçamento entre os canais de maior performance. A IA não é apenas uma ferramenta; é um elemento central que está redefinindo o que significa fazer marketing de alta performance.

Tendência 2: A Humanização em um Mundo de Robôs

Paradoxalmente, quanto mais a tecnologia avança, mais os consumidores anseiam por conexões reais. Em um feed de notícias saturado por conteúdos gerados por máquinas e imagens de banco de imagem, a autenticidade se tornou o seu maior diferencial.

Por que a Autenticidade Vende Mais?

As pessoas compram de pessoas. Elas se conectam com histórias, com vulnerabilidades e com verdade. Uma comunicação excessivamente polida e corporativa soa falsa. O público moderno, especialmente as gerações mais novas, tem um faro apurado para "papo de vendedor". Eles querem ver os bastidores, conhecer quem está por trás da marca e sentir que estão interagindo com seres humanos, não com um logo.

O Poder do Conteúdo Gerado pelo Fã: O Exemplo da Nike

A Nike, uma mestra do marketing, percebeu isso há tempos. Sabe o que gera mais engajamento para eles? Não são os anúncios milionários com atletas famosos. São os posts de fãs, pessoas comuns, usando seus produtos no dia a dia, superando seus limites. Esse conteúdo gerado pelo usuário (UGC) é ouro puro. É autêntico, confiável e tem um poder de convencimento que nenhuma campanha oficial consegue replicar.

De 0,3% a 9% de Engajamento: O Vídeo do CEO que Mudou o Jogo

Vamos para um case brasileiro, de uma empresa B2B. Eles usavam a comunicação padrão: imagens genéricas, texto formal. O resultado? Um engajamento medíocre de 0,3%. A virada de chave foi radical: eles substituíram tudo por vídeos simples e autênticos do CEO falando diretamente para a câmera, explicando os produtos e compartilhando a visão da empresa. O engajamento saltou para 9%. Um aumento de quase 30 vezes! Isso prova que, seja você B2B ou B2C, mostrar a cara e ser real cria uma conexão poderosa.

Tendência 3: Adeus, Google? A Nova Era das Buscas

Se a sua estratégia de SEO está 100% focada no Google, é hora de acender o sinal de alerta. Uma mudança sísmica está acontecendo na forma como as pessoas, especialmente os mais jovens, buscam informações.

Geração Z e a Revolução do TikTok como Ferramenta de Busca

Prepare-se para o dado: 51% da Geração Z prefere usar o TikTok em vez do Google para fazer buscas. Sim, você leu certo. Eles não querem mais uma lista de links azuis. Eles querem ver um vídeo rápido mostrando como usar um produto, uma resenha sincera de um influenciador ou um tutorial prático. A busca se tornou mais visual, mais dinâmica e mais social.

O SEO Morreu? Adaptando sua Estratégia para Novas Plataformas

O SEO tradicional não morreu, mas ele não pode mais andar sozinho. O "Search Engine Optimization" agora precisa ser pensado como "Search Everywhere Optimization". Sua marca precisa ser encontrada onde o seu público está. Isso significa criar conteúdo otimizado para o TikTok, para o Instagram, para o Pinterest e para qualquer outra plataforma relevante para o seu nicho. As palavras-chave ainda importam, mas o formato (vídeos curtos, imagens inspiradoras) se tornou igualmente crucial.

Case de Sucesso: A Coca-Cola e a Conquista de Novos Públicos

A Coca-Cola, uma marca centenária, não ficou parada no tempo. Percebendo essa migração de audiência, ela redirecionou massivamente suas estratégias para plataformas como o TikTok, criando desafios, trabalhando com influenciadores e falando a língua da Geração Z. O resultado se reflete em bilhões em vendas e na manutenção da sua relevância cultural. Eles entenderam que não adianta ter o melhor produto se ninguém está te vendo.

Tendência 4: O Fim do Funil de Vendas como o Conhecemos

A ideia de que um cliente descobre sua marca, considera, e depois compra, em uma jornada linear e previsível, está morta e enterrada. Bem-vindo à era do "funil bagunçado".

A Jornada do Cliente Não é Mais uma Linha Reta

Hoje, a jornada do cliente parece mais um emaranhado. Ele pode ver um anúncio no Instagram, buscar um review no TikTok, clicar em um link de afiliado em um blog, ver um vídeo no YouTube, entrar no seu site, sair, e só depois de uma semana, ser impactado por um e-mail marketing e finalmente comprar. Ele interage com sua marca em múltiplos pontos de contato, em uma ordem completamente imprevisível.

Engajamento > Cliques: A Métrica que Realmente Importa

Nesse cenário caótico, otimizar para cliques é uma métrica vazia. O que adianta ter mil cliques se ninguém se lembra da sua marca no dia seguinte? O foco precisa mudar para o engajamento. Quantas pessoas salvaram seu post? Quantas compartilharam? Quantas iniciaram uma conversa? Essas são as métricas que indicam um interesse genuíno e constroem memória de marca.

Case de Sucesso: Como uma Agência de Viagens Aumentou em 380% as Buscas pela Marca

Uma empresa de viagens digital decidiu mudar o foco. Em vez de investir tudo em anúncios de conversão direta ("Compre agora!"), eles passaram a criar conteúdo de altíssimo valor, focado em inspirar e engajar os viajantes. O resultado direto foi um aumento de 380% nas buscas orgânicas pelo nome da marca. Eles pararam de "caçar" clientes e passaram a "atraí-los", construindo uma audiência fiel que, na hora de comprar, pensava neles primeiro.

Tendência 5: Seus Dados, Suas Regras (e Seus Lucros)

Em um mundo onde a privacidade se torna cada vez mais importante e os cookies de terceiros estão com os dias contados, depender exclusivamente de dados de plataformas como Google e Facebook é um risco enorme.

Por que Coletar Dados Próprios é sua Mina de Ouro?

Dados próprios (ou first-party data) são todas as informações que você coleta diretamente do seu público: e-mails cadastrados na sua newsletter, históricos de compra no seu e-commerce, dados de navegação no seu site, etc. Esses dados são seu ativo mais valioso. Eles são mais precisos, mais relevantes e, o melhor de tudo, são seus. Nenhuma mudança de algoritmo ou política de privacidade pode tirá-los de você.

A Armadilha dos Anúncios e a Queda da Margem de Lucro

Empresas que vivem em uma dependência excessiva de anúncios pagos estão presas em um leilão infinito. O custo para adquirir clientes só aumenta, espremendo suas margens de lucro. Por outro lado, uma empresa que constrói uma base sólida de dados próprios pode se comunicar com sua audiência via e-mail, SMS ou notificações push a um custo muito menor, nutrindo o relacionamento e gerando vendas recorrentes com margens significativamente maiores.

Tendência 6: De Clientes a Fãs: A Construção de Comunidades

Qual a diferença entre um cliente e um fã? O cliente compra seu produto. O fã defende sua marca como se fosse uma causa. Em 2026, as empresas que prosperarem serão aquelas que entenderem como construir comunidades vibrantes.

Quando sua Marca se Torna uma Causa

Pense em marcas como a Harley-Davidson, a Lego ou a Apple. Elas não vendem apenas motos, blocos de montar ou eletrônicos. Elas vendem um estilo de vida, uma identidade, um propósito. Os membros dessas comunidades não se sentem apenas consumidores; eles sentem que pertencem a algo maior. Eles se ajudam, compartilham conhecimento e se tornam os maiores evangelizadores da marca.

O Sentimento de Pertencimento como Fator Crítico de Lealdade

Construir uma comunidade cria uma barreira de saída gigantesca para a concorrência. Mesmo que um concorrente ofereça um produto um pouco mais barato, o fã da sua marca não vai te trocar, porque o custo de abandonar a comunidade e o sentimento de pertencimento é muito alto. Isso leva a uma lealdade extrema e, consequentemente, a um LTV (Lifetime Value) muito mais alto.

Tendência 7: Phygital - A Ponte Entre o Mundo Físico e o Digital

"Phygital" é a fusão inteligente entre as experiências físicas (offline) e o mundo digital (online). E essa é uma das tendências mais poderosas para criar um buzz estrondoso.

Como Eventos Offline Amplificam o Buzz Online

Uma ativação de marca em um shopping, um evento exclusivo para clientes ou uma loja pop-up não terminam quando as portas se fecham. O objetivo é que cada interação física se transforme em dezenas, centenas ou milhares de posts, stories e vídeos online. O mundo físico se torna o palco para a criação de conteúdo digital.

O Fenômeno Barbie: Conteúdo Gerado pelo Usuário em Escala Massiva

A campanha do filme da Barbie foi uma aula de marketing phygital. Eles criaram cenários "instagramáveis", caixas de boneca em tamanho real e outras ativações físicas. O que aconteceu? As pessoas fizeram fila para tirar fotos e postar em suas redes sociais. Cada post era uma propaganda gratuita e autêntica para o filme. Eles não precisaram pedir; eles criaram o incentivo perfeito para que o público gerasse conteúdo espontaneamente, criando um engajamento real e uma onda de marketing viral.

Conclusão: Como Sobreviver e Prosperar no Cenário de 2026

As tendências estão claras. O marketing de 2026 exige uma mentalidade completamente nova. Não basta mais apenas fazer anúncios. É preciso ser inteligente com o uso de IA, humano na comunicação, adaptável às novas plataformas de busca, flexível na jornada do cliente, dono dos seus próprios dados, construtor de comunidades e criativo na integração do físico com o digital. As empresas que ignorarem esses mandamentos correm o sério risco de se tornarem irrelevantes. Já aquelas que os abraçarem como um mapa para o futuro não irão apenas sobreviver; elas irão prosperar, liderar e redefinir seus próprios mercados. A hora de começar a mudança é agora.

Perguntas Frequentes (FAQs)

  1. Como uma pequena empresa, com orçamento limitado, pode começar a usar Inteligência Artificial no marketing?
  • Você pode começar com ferramentas de IA mais acessíveis que ajudam a otimizar anúncios em redes sociais, automatizar o e-mail marketing com base no comportamento do usuário ou usar chatbots para atendimento inicial ao cliente. O importante é começar a coletar dados e entender os padrões do seu público.
  1. O SEO tradicional para o Google vai realmente morrer? Devo parar de investir nisso?
  • Não, o SEO para o Google não vai morrer, mas ele não será mais a única peça do quebra-cabeça. Continue com as boas práticas de SEO no seu site e blog, mas expanda sua estratégia para otimizar conteúdo de vídeo para TikTok e YouTube, pois são canais de busca cada vez mais relevantes.
  1. Minha empresa é B2B e muito formal. Como posso "humanizar" minha comunicação sem parecer pouco profissional?
  • Humanizar não significa ser informal ou desleixado. Significa ser autêntico. Você pode fazer isso mostrando os bastidores da sua empresa, apresentando os especialistas por trás dos seus serviços em vídeos, compartilhando estudos de caso com depoimentos reais de clientes e escrevendo artigos que resolvem problemas genuínos do seu público, em vez de apenas vender.
  1. Qual é o primeiro passo prático para começar a construir uma comunidade em torno da minha marca?
  • Comece criando um espaço para seus clientes conversarem entre si. Pode ser um grupo fechado no Facebook, no WhatsApp ou no Discord. Promova discussões, peça feedback, ofereça conteúdo exclusivo e faça com que os membros se sintam especiais e ouvidos. O foco inicial não é vender, mas sim conectar.
  1. O que é "Phygital" e como uma loja online, sem espaço físico, pode aplicar esse conceito?
  • Phygital é a integração do físico com o digital. Uma loja online pode aplicar isso através de parcerias com eventos locais, criando embalagens que se transformam em uma experiência (com QR codes para conteúdo exclusivo, por exemplo), enviando brindes físicos para clientes fiéis ou organizando encontros e workshops para sua comunidade de clientes.

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Osmar Demozzi Junior

Obra.ag

Osmar Demozzi Junior, Especialista em Growth Marketing em Produtos digitais da criação até seu lançamento.

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