A ascensão dos modelos de linguagem (LLMs) e da IA generativa está mudando a forma como as pessoas pesquisam, descobrem e consomem informação. Mas, apesar do barulho, uma coisa continua verdadeira: os fundamentos de SEO ainda valem – e muito.
Com base nas ideias do episódio “SEO, AIO, GEO, your site, & third-party support to optimize for LLMs” do podcast Search Off the Record (Google Search Central), este artigo organiza o que realmente importa hoje para quem cuida de sites, conteúdo e aquisição orgânica – e mostra como parceiros especializados, como a obra.ag, podem acelerar esse processo.
1. SEO está em transformação – mas não acabou
LLMs (como ChatGPT) e experiências de IA na busca mudaram a interface, mas não o princípio básico:
os usuários continuam tentando resolver problemas reais, e o Google continua tentando entregar o melhor resultado possível.
O que muda para você:
- Continua importante: Conteúdo útil, claro e bem pesquisado. Base técnica sólida (velocidade, mobile, segurança). Entender como o Google lê, indexa e apresenta seu site.
- Ganha ainda mais peso: Clareza e estrutura do conteúdo, para humanos e para IA. Credibilidade e experiência real (E-E-A-T). Dados estruturados e contexto bem marcado.
Se você quiser entender melhor como a experiência do usuário conversa com SEO nessa nova fase, vale ler o artigo “A magia de UX e SEO” da obra.ag, que aprofunda essa interseção de forma prática.
2. Ainda vale contratar SEO? Sim, mas escolha muito bem
2.1 Quando faz sentido ter um profissional de SEO
Para a maioria das empresas, SEO não é trivial. Um bom profissional ou equipe pode:
- Diagnosticar problemas reais no site (técnicos e de conteúdo).
- Priorizar ações de maior impacto em tráfego e receita.
- Conectar SEO à estratégia de negócio, não só a visitas.
- Ajudar o time interno a entender boas práticas que sobrevivem a mudanças de algoritmo e tendências de IA.
SEO, feito direito, é construção de ativo de longo prazo – não uma “campanha” pontual. Se você não tem esse conhecimento internamente ou quer ganhar velocidade, conversar com um time especializado como o da obra.ag pode encurtar muito a curva de aprendizado.
2.2 Sinais vermelhos de profissionais e agências duvidosos
Alguns comportamentos que você deve evitar:
- Promessas milagrosas
- “Garantimos 1º lugar em 30 dias.” “Aumentamos seu tráfego em 500% garantido” com estratégias de SEO tradicional. Ninguém controla o Google, e muito menos o mercado e os concorrentes.
- Obsessão por métricas de terceiros pode prejudicar sua estratégia de SEO tradicional e otimização.
- Discurso centrado em “Domain Authority”, “DR”, “Trust Flow” etc. como objetivo final. Essas métricas são modelos privados, não dados oficiais do Google.
- Estratégias que sacrificam qualidade
- Quebrar um tema profundo em dezenas de posts superficiais de 300 palavras. Stuffing de palavras-chave, textos genéricos, conteúdo gerado em massa sem curadoria.
- Zero interesse pelo seu negócio pode afetar negativamente sua visibilidade em SEO.
- Oferecem “pacote fechado” sem entender: quem é seu público; como você ganha dinheiro; quem são seus concorrentes; quais são suas prioridades de negócio.
Se a conversa gira em torno de “truques”, “segredos de algoritmo” e “hacks”, em vez de valor para o usuário e para o negócio, é melhor parar por aí.
2.3 Como avaliar um bom profissional ou agência de SEO
Use estas perguntas como filtro:
- “Como vocês medem sucesso em SEO?”
- Boa resposta: fala de tráfego orgânico real, conversões, leads, receita, posições em consultas relevantes e otimização de conteúdo. Má resposta: fala apenas de DA, DR, número de backlinks, “pontuação” da ferramenta.
- “Como vocês lidam com mudanças de algoritmo?”
- Boa resposta: menciona acompanhamento dos comunicados oficiais, testes, ajustes baseados em dados e foco em fundamentos. Má resposta: fala em “proteção”, “blindagem”, “hacks secretos”.
- “Que ferramentas de terceiros vocês usam – e como?”
- Boa resposta: ferramentas como apoio (Ahrefs, SEMrush, etc.), sempre validadas com Search Console e Analytics. Má resposta: uma métrica proprietária vira “a verdade” (“vivemos por DA/DR”).
- “Como vocês entendem meu negócio e meu público?”
- Boa resposta: começam fazendo perguntas, pedem acesso a dados, querem conhecer jornada, margens, ticket, diferenciais. Má resposta: empurram um plano padrão.
- “Qual é a abordagem de vocês em relação à IA e LLMs?”
- Boa resposta: continuar fazendo SEO sólido, estruturar bem conteúdo e dados, não “quebrar conteúdo” artificialmente. Má resposta: “agora tudo mudou, jogue fora o que você faz e confie em nossa receita mágica de IA”.
Se você quer uma conversa honesta sobre isso aplicada à sua realidade, pode falar com o time da obra.ag e usar essas mesmas perguntas como pauta.
3. Domain Authority, DR, Trust Flow: o que essas métricas são (e o que não são)
Ferramentas como Moz, Ahrefs, SEMrush, Majestic e outras criaram suas próprias métricas, por exemplo:
- Domain Authority (DA)
- Domain Rating (DR)
- Ahrefs Rank (AR)
- Trust Flow, Citation Flow
São úteis? Podem ser. Mas é essencial entender:
- São modelos privados, não números do Google.
- Não existem no algoritmo do Google.
- Não correlacionam perfeitamente com a visibilidade em marketing digital: ranking real; tráfego orgânico; receita gerada.
Um site com “DA 30” pode faturar mais do que um com “DA 60” se tiver conteúdo e proposta de valor melhores.
3.2 Como usar ferramentas de terceiros de forma inteligente
Use essas ferramentas como apoio estratégico, não como bússola única:
- Pesquisa de palavras-chave (volume, dificuldade estimada, intenção).
- Análise de backlinks (quem linka para você e para concorrentes).
- Auditorias técnicas (links quebrados, páginas lentas, problemas de crawl).
- Benchmark de concorrentes (temas, formatos, frequências).
Aqui, ter o apoio de um time que sabe ler esses sinais – como a obra.ag – economiza tempo e evita decisões baseadas só em “números bonitos”.
4. Conteúdo para humanos e LLMs: por que “fatiar demais” é um erro
Depois do boom dos LLMs, surgiram “estratégias” como:
- “Escreva posts de 300 palavras porque LLMs trabalham com chunks pequenos.”
- “Transforme cada subtópico em um artigo separado, mesmo que superficial.”
- “Listas rasas e frases curtas para IA entender melhor.”
Isso parte de uma simplificação perigosa sobre como LLMs e sistemas de RAG funcionam.
4.1 Por que quebrar conteúdo demais não funciona
- Piora a experiência do usuário humano
- Conteúdo fragmentado, sem profundidade, força a pessoa a abrir 10 páginas para entender um assunto. Usuários valorizam material completo, que resolve o problema em um só lugar.
- Não é assim que LLMs realmente funcionam
- LLMs conseguem lidar com textos longos, desde que bem estruturados. Sistemas de RAG costumam fazer chunking semânticoNão simplesmente cortar por número fixo de palavras, mas focar em otimização de conteúdo.
- Você enfraquece seu próprio ativo
- Em vez de um “guia definitivo” sobre o tema, você cria múltiplos conteúdos superficiais, mais fáceis de serem ignorados – por pessoas e por IA.
4.2 Como escrever conteúdo “amigo” de humanos e IA
Foque em:
- Estrutura clara
- Títulos (H1, H2, H3) que seguem uma lógica. Seções que cobrem o tema de forma progressiva.
- Parágrafos focados
- Uma ideia por parágrafo, clareza > excesso de brevidade.
- Contexto explícito
- Explique conceitos, não presuma conhecimento prévio de tudo.
- Profundidade adequada
- Se o tema precisa de 5000 palavras, escreva 5000 bem trabalhadas. Se resolve em 1500 com qualidade, não infle texto à toa.
- Dados estruturados (schema) quando fizer sentido
- Artigos, FAQs, produtos, eventos, avaliações – tudo isso pode ser marcado para ser melhor compreendido por mecanismos de busca e assistentes de IA.
- Boas ligações internas
- Artigos conectados por lógica de jornada, não só por “palavra-chave repetida”, são uma forma de otimização em marketing digital.
Se você quiser se aprofundar especificamente em como UX impacta a performance orgânica na prática, recomendo também o artigo “SEO e UX: como alinhar os dois sem perder resultados”.
5. SEO, AIO e GEO: como essas siglas se complementam
No episódio, aparecem três “camadas” que fazem sentido juntas:
5.1 SEO – Search Engine Optimization
- Base tradicional: fazer seu site aparecer bem na busca orgânica.
- Continua crítico e engloba: técnica (velocidade, mobile, segurança); Conteúdo (qualidade, intenção, profundidade) é crucial para a otimização de SEO. Popularidade/autoridade (links, marca, menções) são fundamentais para a otimização de SEO.
Aliás, se você ainda não revisou o básico técnico do seu site, um bom começo é entender como usar e não usar o robots.txt. A obra.ag tem um guia específico sobre isso: “Fundamentos do robots.txt”.
5.2 AIO – AI Optimization
- Não é “escrever para robô”, e sim: estruturar informações de forma organizada, clara e relacionável.
- Exemplos práticos de otimização com inteligência artificial: Uso consistente de headings e hierarquia de conteúdo. FAQs bem formuladas que a IA possa reutilizar. Schema markup bem implementado. Citações, fontes e contexto bem marcados (facilita resumos e respostas por IA).
5.3 GEO – Geolocation Optimization
- Focado em buscas com intenção local: “advogado trabalhista em Curitiba” “loja de material de construção perto de mim”
- Envolve: Ficha de empresa atualizada (Google Business Profile). Nome, endereço e telefone consistentes em toda a web. Conteúdo e páginas dedicadas às regiões de atuação. Reviews e reputação local.
Em vez de escolher um deles, pense em combinar SEO + AIO + GEO na medida em que faz sentido para seu negócio – e, se fizer sentido, buscar apoio de quem já tem casos nessa frente, como o time da obra.ag.
6. Fundamentos que continuam valendo (e até mais fortes) na era da IA
6.1 E-E-A-T: experiência, expertise, autoridade e confiabilidade
- Conteúdos assinados por quem vive o que está ensinando.
- Provas de experiência real: cases, exemplos práticos, números, bastidores.
- Autoridade que se constrói com: consistência, qualidade, relacionamento, referências externas (links e menções).
6.2 Conteúdo realmente útil
- “Texto para encher linguiça” perdeu vez.
- O que ganha: resolver dúvidas de forma concreta; ajudar o usuário a tomar decisões; oferecer visão original, e não mais do mesmo.
Se você ainda não está usando dados de tendência de busca para guiar seus conteúdos, o artigo “Dominando o SEO com Google Trends” mostra como usar essa ferramenta para sair do achismo e priorizar o que as pessoas realmente querem saber.
6.3 Experiência técnica e de uso
- Páginas rápidas, responsivas e seguras são pré-requisito.
- Acessibilidade e boa usabilidade também entram no pacote.
6.4 Links de qualidade (ainda importam)
- Backlinks não desapareceram com a IA.
- O que muda é a qualidade: links naturais, de contextos relevantes, que fazem sentido para o usuário.
7. Respondendo às mudanças de algoritmo sem pânico
Quando o Google anuncia um update:
- Não entre em desespero.
- Leia o material oficial (Google Search Central, documentações).
- Compare o foco do update com seu site, por exemplo: Falaram de “conteúdo útil”? Reavalie se o seu realmente resolve o problema do usuário. Falaram de “experiência de página”? Cheque performance, mobile e usabilidade.
- Priorize ações que atacam causas reais, não “truques da moda”.
Da mesma forma, em relação à IA:
- Nem toda novidade é relevante para o seu contexto.
- Teste hipóteses em pequena escala antes de reposicionar toda a estratégia.
Se você prefere avaliar isso com alguém que olha o seu Search Console e Analytics junto com você, pode marcar uma conversa com o time de SEO da obra.ag e traduzir esses updates em um plano realista.
8. Próximos passos práticos para aplicar isso no seu site
Primeira semana
- Verifique se você tem Google Search Console instalado e funcionando.
- Puxe um relatório dos últimos 3 meses: páginas com mais cliques; consultas que mais trazem tráfego; posição média.
- Identifique: páginas que já estão entre posição 5 e 10 (ótimas “quick wins” para otimizar título, meta description, conteúdo e links internos).
Segundo ciclo
- Auditoria rápida de conteúdo:
- seus principais artigos têm estrutura clara (H1, H2, H3)? estão profundos o suficiente para resolver bem o tema?
- Valide:
- se você está respondendo às dúvidas reais do público; se o conteúdo é melhor que o dos concorrentes nas buscas mais importantes.
- Comece a implementar schema markup (artigos, FAQs, produtos), se fizer sentido para o tipo de página.
Terceiro ciclo
- Se for contratar ajuda externa: use as perguntas e red flags deste artigo como checklist de entrevista.
- Se for investir pesado em ferramentas: defina claramente para quê (palavras-chave, backlinks, auditoria etc.). sempre bata o que a ferramenta mostra com dados reais do Search Console e do Analytics.
Se quiser acelerar essa jornada com alguém que já vive esse dia a dia, fale com o time da obra.ag em seo.obra.ag E leve seus dados para a conversa sobre otimização de SEO e marketing digital.
Conclusão + CTA
A combinação de SEO, AIO e GEO mostra que não se trata de abandonar o que funcionava, mas de aprimorar fundamentos com mais estrutura, dados e foco em experiência real.
Métricas de terceiros podem ajudar, mas não substituem a única coisa que importa de verdade: tráfego qualificado que gera resultado para o negócio, sustentado por conteúdo profundo e confiável.
No fim, IA e LLMs não são “o fim do SEO”, mas um filtro cada vez mais rígido contra o superficial.
Quem continuar produzindo conteúdo sério, estruturado e voltado ao usuário tende a se beneficiar – na busca tradicional, nas respostas de IA e em qualquer nova interface que surgir.
Quer trazer essa visão para o seu contexto?
Converse com o time de SEO da obra.ag em seo.obra.ag e transforme essas ideias em um plano concreto para o seu site.